Clnica de Olhos Levi Madeira

Seja Bem Vindo!

Conheça o Dr. Levi Madeira

terça-feira, outubro 12, 2010 @ 01:10 PM  Postado por admin

Dr. Levi Madeira

– Médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará em 1988
– Pós-graduação e Título de Especialista em Oftalmologia
– Membro Titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
– Sócio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular
– Rotariano, é sócio do Rotary Club de Fortaleza-Oeste

Artigos

quarta-feira, outubro 20, 2010 @ 03:10 PM  Postado por admin


..A visão é certamente um dos sentidos mais nobres. É graças a ela que temos contato com o mundo exterior, sendo importante desde os primeiros passos, por todo o aprendizado, até chegarmos às idades mais avançadas.
…..A visão exerce em nossas vidas um precioso papel, no entanto, só tomamos consciência disto quando alguma alteração, doença ou acidente atinge nossos olhos.
….Se você fechar seus olhos durante 1 minuto e multiplicar este pequeno período por toda a sua vida, logo perceberá que vale a pena cuidar com todo carinho desta maravilha que Deus nos deu e que de tão generoso nos presenteou em dobro!
….Abordando temas de prevenção, principalmente em saúde ocular, nas palestras que freqüentemente ministramos em clubes de serviços, escolas, igrejas, centros comunitários e indústrias, nasceu a idéia de ir passando estes temas para a escrita que estão se organizando em capítulos os quais reuniremos e publicaremos num livro cujo título será: PREVENÇÃO, Nossa Melhor Arma.
….Não temos a pretensão com este livro de esgotar o assunto nem de ensinar a médicos, pois estes já têm um arsenal de literatura científica quase inesgotável.
….Temos sim, o desejo, de passar alguns conhecimentos úteis para você que certamente estando bem informado(a) contribuirá e muito para ter uma saúde ocular saudável e evitar situações que coloquem em risco este sentido (a visão) que nos leva ao cérebro 80% dos conhecimentos que adquirimos durante a vida.

Dr. Levi Madeira

Muitas são as doenças oculares que tiram do homem o sublime prazer da visão. A cegueira congênita é aquela em que a pessoa já nasce cega, não teve o prazer de sentir a maravilhosa sensação de ver o mundo, e, portanto, se adapta menos penosamente a esta condição.
Depressão grande, caro leitor, se vê mesmo é naquelas pessoas que antes eram completamente normais, olhos sadios, e se vêem agora em um novo mundo, num mundo escuro, freqüentemente sequer distinguindo se é noite ou dia.
São muitas as doenças que conduzem à cegueira. Abordaremos neste capítulo, duas: CATARATA e GLAUCOMA, as quais estão entre as principais causas de cegueira no nosso País. O que estas doenças têm em comum?
– Ambas têm oito letras, ocorrem nos olhos, são freqüentes, aumentam a incidência após os 40 anos de idade e levam à cegueira. No mais são doenças completamente diferentes.
A CATARATA é a opacidade do cristalino (uma lente que temos dentro do olho e que no seu normal é transparente). A catarata pode ser congênita (a criança já nasce com ela); traumática (ocorre após acidente nos olhos); patológica (ocorre como complicação de doenças sistêmicas, como diabetes); e, senil (ocorre nas pessoas idosas, é a forma mais comum). A catarata vai embaçando a visão e pode evoluir até a cegueira. Esta é totalmente recuperável com a cirurgia (facectomia). No momento da cirurgia implantamos uma lente intra-ocular (no lugar do antigo cristalino) e nos dias seguintes, mesmo sem usar óculos, o paciente já está enxergando. Caso não se implante a lente no ato da cirurgia para voltar a ver bem o paciente precisa usar óculos ou lentes de contato.
O GLAUCOMA é uma doença ocular que se caracteriza pela elevação da pressão dentro do olho acima de 20 milímetros de mercúrio (pressão normal varia de 8 a 18 mmHg). Esta pressão elevada comprime a cabeça do nervo óptico levando como conseqüência à perda do campo visual. O glaucoma pode ser congênito (neste caso a criança nasce com o olho aumentado de tamanho, acinzentado e não tolera a claridade) ou se adquire durante a juventude ou após os quarenta anos de idade (tipo mais freqüente). Pode se manifestar de uma forma aguda ou crônica. No glaucoma agudo o olho se torna vermelho e doloroso e a perda da visão é rápida. Já no glaucoma crônico simples (forma mais freqüente) o olho é claro, indolor e a perda da visão é lenta (levando em média sete anos para conduzir à cegueira). O tratamento do glaucoma (à base de colírios ou cirurgias) visa reduzir a pressão intra-ocular a seus valores normais, e assim evitar que o paciente evolua para a cegueira, pois, em chegando a este estágio nada mais poderá ser feito para lhe restituir a visão, em nenhum lugar do mundo.
Uma pessoa com glaucoma é candidata à cegueira, portanto, deve ser acompanhada por médico oftalmologista durante toda a sua vida (retornos de 6 em 6 meses). O tratamento é preventivo, procura evitar a evolução para a cegueira e não lhe devolve a visão perdida. O contrário se dá na catarata, onde normalmente se consegue o completo restabelecimento da visão após a operação bem sucedida.
Concluindo, gostaríamos de lhe informar que no Brasil temos aproximadamente um milhão de cegos. Milhares de casos poderiam ter sido evitados. Contribua para que este número não aumente ainda mais.

(*) Dr. Levi Torres Madeira. Médico oftalmologista.
Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Cerca de oitenta por cento das informações que recebemos nos chegam ao cérebro através da visão, estando esta diretamente ligada ao desenvolvimento escolar, social e profissional.
Muitos problemas visuais costumam aparecer já na infância e, se forem negligenciados, podem se agravar levando a várias conseqüências, como baixo rendimento escolar, difícil convívio social e inaptidão para esportes.
Segundo estatística da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente vinte por cento dos escolares apresentam alguma afecção nos olhos, sendo mais freqüentes os erros de refração, representados pela hipermetropia (dificuldade para ver de perto), miopia (dificuldade para ver de longe) e astigmatismo (dificuldade para ver de longe e de perto).
A criança portadora de algum erro de refração pode apresentar alterações no comportamento, tais como irritabilidade, insegurança, falta de interesse, dificuldade para a leitura e a escrita, além de fadiga ao esforço visual. Podem também estar presentes sintomas como tonturas, dores de cabeça, visão embaçada e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz).
Há um método simples e eficaz que permite uma primeira aferição da acuidade visual e que pode ser realizado por quem mais conhece o aluno (o professor), desde que devidamente instruído. O teste da acuidade visual é feito através da leitura de letras (escala de Snellen) que leva a um primeiro diagnóstico do estado de saúde oftalmológica do aluno. Sua aplicação é indicada como um pré-requisito para encaminhamento ao exame oftalmológico, cabendo ao médico oftalmologista o diagnóstico final do caso, assim como o devido tratamento. É conveniente aplicar o teste no início do ano letivo para que não haja interferência no processo ensino/aprendizagem.
Lembre-se que muitas crianças são taxadas de desinteressadas e preguiçosas devido a seu baixo desempenho na escola. Não raro, por trás desse desinteresse e preguiça encontramos uma criança com grande déficit de visão.


(*) Dr. Levi Torres Madeira. Médico oftalmologista.
Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A pupila é um orifício redondo, dinâmico, localizado no centro da íris, medindo cerca de 2 a 4 mm de diâmetro e popularmente conhecida como menina do olho.
É através desta menina do olho que os raios luminosos penetram na intimidade do globo ocular, atingem a retina e aí são transformados em impulsos nervosos, os quais são transmitidos via nervo óptico para o cérebro, onde se dá finalmente o fenômeno da visão.
Nosso objetivo aqui, é alertar as pessoas para a importância diagnóstica que pode ter a cor da pupila. Sua cor normal é sempre negra (pois o globo ocular funciona como uma câmara escura). Quando a pupila é esbranquiçada (leucocoria) alguma doença deve ter aquele olho. A causa mais freqüente de pupila branca é a catarata (opacidade de uma lente que temos dentro do olho chamada de cristalino). A catarata pode ser facilmente corrigida com uma cirurgia (facectomia).
Nas crianças, uma pupila branca, caracteriza uma urgência oftalmológica, pois quanto mais cedo se faça o tratamento, muito melhores serão os resultados. São muitas as doenças oculares que podem levar a uma leucocoria, e aqui queremos enfocar com especial atenção, o retinoblastoma, que é um tumor altamente maligno (câncer) e acomete os olhos principalmente de crianças na faixa etária de 1 a 3 anos. Pode ser uni ou bilateral e um dos seus primeiros sinais é a leucocoria (pupila branca) que pode ser observada por qualquer pessoa.
O retinoblastoma sendo diagnosticado numa fase inicial, e corretamente tratado (laserterapia, cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia), até a visão do olho acometido pode ser salva. Numa fase mais evoluída nem o globo ocular é poupado, e nas fases bem avançadas até a vida da criança não conseguimos salvar.
Concluindo, lembramos que a janela da visão (pupila) deve ser necessariamente negra. Assim como está sendo os dias de uma grande maioria dos brasileiros.

(*) Dr. Levi Torres Madeira. Médico oftalmologista
Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Antes de servirem à manifestação das emoções, as lágrimas têm a função de evitar o ressecamento das partes expostas do olho, a córnea e a conjuntiva. Para isso, precisam fluir livremente desde as glândulas lacrimais, onde são produzidas, e desembocar no exterior. O excesso é recolhido pelos ductos até o saco lacrimal, seguindo daí para a cavidade nasal.
A anomalia lacrimal congênita mais freqüente é a obstrução baixa do conduto nasolacrimal (na área da válvula de Hasner). A não canalização completa deste conduto na sua porção terminal, o transforma em “fundo de saco” e as lágrimas aí acumuladas podem se contaminar e desenvolver uma dacriocistite (inflamação do saco lacrimal).
O diagnóstico de uma obstrução congênita do sistema lacrimal não é difícil. A epífora (lacrimejamento) é o primeiro e mais constante dos sinais. O olho afetado encontra-se úmido, brilhante e geralmente com secreção mucopurulenta. A única manifestação pode ser uma conjuntivite moderada que não responde aos antibióticos tópicos. A persistência de conjuntivite crônica, apesar do tratamento e em especial se é unilateral, deve sugerir uma obstrução lacrimal congênita.
No tratamento da obstrução lacrimal congênita (e aqui os pediatras podem nos ajudar muito) estas quatro faixas etárias são de suma importância.
De zero a três meses – cerca de sessenta por cento dos casos se resolvem espontaneamente até os três meses de idade. Nos casos com secreção mucopurulenta deve-se prescrever colírio antibiótico. Pode-se também tentar, nesta faixa etária, a massagem sobre o saco lacrimal. A massagem sobre o saco lacrimal na esperança de resolver o problema algumas vezes é eficaz e para ter melhor êxito deverá ser realizada pelo próprio oftalmologista, que deve introduzir seu dedo indicador profundamente sobre o tendão do canto medial do olho acometido e então deslizá-lo para baixo pressionando com firmeza, no intuito de que a pressão hidrostática formada rompa a membrana obstrutiva. A massagem na presença de uma dacriocistite crônica pode determinar uma pericistite e até celulite orbitária.
De três a seis meses – o tratamento de eleição nesta faixa etária é a desobstrução e alargamento do canal por meio de sondas especiais seguido de administração tópica de antibiótico. Pode ser feito sob anestesia geral (sedação) ou tópica (esta é a nossa preferência devido menor risco e menos custo para o paciente). Portanto, se a criança ao completar três meses de idade, persistir com epífora, deve ser providenciado a sondagem das vias lacrimais, não há mais o que esperar. Na nossa clínica realizamos com freqüência este procedimento e o prognóstico é excelente.
De seis meses a dois anos – Depois dos primeiros seis meses a percentagem de êxitos por sondagem se reduz gradualmente e no segundo ano de vida o resultado é muito ruim, pois a recidiva é quase certa.
Acima de dois anos – Só há um tratamento eficaz: D.C.R. (dacriocistorrinostomia) que é a ligação cirúrgica entre o saco lacrimal e a mucosa nasal. Neste caso fazemos primeiro uma D.C.G. (dacriocistografia)-raios-x contrastado das vias lacrimais a fim de detectarmos o local exato da obstrução. A DCR é uma cirurgia mais complexa que pode ser evitada com uma simples sondagem na idade adequada (três aos seis meses).

(*) Dr. Levi Torres Madeira. Médico oftalmologista.
Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

A toxoplasmose é a causa mais comum de uveíte posterior (inflamação dentro do olho) e corresponde aproximadamente a cinqüenta por cento de todos os casos. É causada pelo toxoplasma gondii, um parasita intracelular que reside no epitélio intestinal do gato, seu hospedeiro final. A infecção é adquirida pela ingestão de alimentos crus ou mal cozidos.
A maioria das lesões oculares se adquire na forma congênita, a partir da mãe que desenvolve a infecção durante a gravidez, mormente nos primeiros três meses. Apenas cerca de um por cento dos pacientes que adquire toxoplasmose na vida adulta desenvolve lesões oculares. Os tecidos cerebral e ocular do feto são particularmente sensíveis á infecção. Os recém-nascidos afetados apresentam cicatrizes retinianas brancacentas, entremeadas por áreas escuras, e se localizam preferencialmente no polo posterior (região macular) o que justifica a baixa acentuada da visão no olho comprometido. Quando a infecção é bilateral a criança fica portadora de visão subnormal. Quando fazemos o diagnóstico na fase aguda, verificamos a presença de foco de retinocoroidite necrotizante, de limites imprecisos, branco-amarelada e levemente saliente.
O diagnóstico se faz através do exame oftalmológico (vemos claramente as lesões pela fundoscopia) e pela presença de anticorpos antitoxoplasma no soro. IgM positiva sugere toxoplasmose congênita. Enquanto IgG é diagnóstico de infecção recorrente ou crônica.
O tratamento é feito à base de sulfadiazina, pirimetamina, tetraciclina e corticóide. Na gestante usa-se espiramicina. A duração do tratamento leva de 4 a 6 semanas. Mesmo com o tratamento correto o prognóstico visual geralmente é péssimo.
É comum em nossa região (nordeste do Brasil) os casos de toxoplasmose ocular e sugerimos às futuras mamães que evitem contatos com gatos e ingiram carne e outros alimentos bem cozidos. Façam pré-natal (incluindo sorologia para toxoplasmose). Com estes simples cuidados você já estará cuidando para que seu futuro bebê tenha uma visão saudável.
Qualquer pessoa que enxergue bem e, de repente, passe a sentir visão turva, embaçada, deve procurar imediatamente um oftalmologista para um exame oftalmológico completo. Quanto mais cedo forem diagnosticadas as doenças oculares maiores serão as chances de cura.

(*) Dr. Levi Madeira, médico Oftalmologista
Membro Titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Uma causa freqüente de cegueira em nosso meio são os acidentes nos olhos. Estes podem ocorrer no trabalho, no lar, na escola, na prática de esportes, nos acidentes automobilísticos, etc.
A prevenção é a principal arma contra os acidentes oculares. O operário que trabalha com solda elétrica e esmeriladeira deve usar máscara protetora. O pintor deve proteger os olhos contra solventes e tintas. Os pais devem retirar do alcance das crianças, objetos pontiagudos como tesouras, facas, pregos e vidros; produtos químicos como colas, querosene, soda cáustica, tintas e detergentes. Nas escolas há o risco de perfuração ocular com pontas de lápis, canetas ou outros objetos. Na prática de esportes existe a possibilidade de boladas, murros e pontapés sobre a região ocular. No trânsito deve-se dirigir com extrema atenção e as crianças devem se acomodar no banco traseiro.
Tudo deve ser feito para se evitar um acidente ocular. Porém, em ocorrendo tal acidente, o melhor que se faz é procurar imediatamente um médico especialista (oftalmologista), pois quanto mais rápido este seja acionado, maiores serão as chances de recuperação do globo ocular e restituição da visão. As pessoas acidentadas ou com outras doenças oculares devem tomar cuidado com as famosas “receitas do vizinho”, colírios ou outros produtos indicados por estes “doutores do lado” na maioria das vezes em lugar de benefício pioram ainda mais a situação.
Aqui também é válido aquele chavão popular que diz: É melhor prevenir do que remediar, pois casos há em que o acidente é tão grave que mesmo o paciente dispondo das melhores condições econômicas, do melhor hospital e do melhor médico ainda assim ficará com invalidez permanente.
É o médico juntamente com os familiares e a vítima as reais testemunhas da extensão e da dramaticidade que são os acidentes oculares, onde, além da perspectiva de cegueira ainda apavora o estigma do defeito facial.

(*) Dr. Levi Torres Madeira.
Médico Oftalmologista, Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Se você tem mais de quarenta anos de idade e está conseguindo ler confortavelmente este artigo, com certeza, está usando óculos ou então é uma pessoa míope.
Os olhos têm uma estrutura no seu interior chamada de cristalino, que nada mais é que uma lente biológica (viva). Na criança o cristalino tem grande elasticidade o que o torna capaz de mudar de forma para que possa focar tanto os objetos distantes quanto próximos dos olhos. À medida que se vai aproximando dos quarenta anos de idade este cristalino vai endurecendo e perdendo a capacidade de mudar de forma. Portanto, quem enxergava bem até esta idade, depois dela, continuará enxergando bem apenas para longe. Para ver com nitidez na distância de leitura (aproximadamente 30cm) precisa usar uma correção óptica (óculos ou lentes de contato).
Uma exceção a esta regra acontece com as pessoas portadoras de miopia, que embora só consigam ver de longe com o uso de correção, dependendo do grau, conseguem ver de perto sem correção óptica. Aquela história de que “minha avó” tinha uma visão de fazer inveja, pois lia sua bíblia sem óculos aos 70 anos, trata-se na verdade, de um caso de miopia, e, se essa mesma avó quisesse ver bem à distância teria que usar óculos.
A vista cansada ou dificuldade para ver de perto é conhecida por nós, médicos, como presbiopia e seus principais sintomas são: cefaléia, fadiga, cansaço e sonolência. É comum o paciente esticar bem os braços para tentar melhorar a visão, razão pela qual nos refere que parece que seus braços estão mais curtos. Quem nunca precisou de um oftalmologista deve fazer uma consulta a este aos quarenta anos de idade, pois além da presbiopia, glaucoma e algumas outras doenças oculares são mais comuns após esta idade.
Uma consulta oftalmológica inclui refração (exame para óculos ou lentes de contato), fundo de olho, biomicroscopia e pressão ocular. Se necessário outros exames serão feitos. Uma advertência: nunca use óculos de grau sem serem receitados por um médico oftalmologista. Os seus olhos vão lhe agradecer sempre.

(*) Dr. Levi Torres Madeira. Médico oftalmologista
Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia

Veículos em alta velocidade, dirigidos em estradas congestionadas por motoristas descuidados e irresponsáveis, geram grande número de acidentes graves, dos quais os serviços médicos de emergência devem se encarregar. Entre as causas de óbito, somente as doenças cardiovasculares e o câncer se encontram à frente dos acidentes, dos quais mais de cinqüenta por cento ocorrem nas estradas.
Contudo, apesar do elevado número de traumatizados, a assistência aos mesmos extrapola os limites restritos do atendimento médico propriamente dito, envolvendo pessoal não médico na prestação dos primeiros socorros. Assim, o atendimento imediato nos locais dos acidentes, o transporte dos feridos e as medidas de emergência imediata, freqüentemente constituem tarefas a cargo de pessoal não médico, não especializado, e na maioria das vezes, despreparado para tal tipo de atividade. Pode-se, pois, inferir o significado e o alcance do treinamento adequado de pessoal eventualmente envolvido nesse tipo de trabalho.
Deve ser levado em consideração que o atendimento dos politraumatizados coloca, frente aos hospitais, determinadas dificuldades específicas, tais como: pronto atendimento a qualquer hora do dia ou da noite, mobilização de recursos e de pessoal para cirurgias não programadas, necessidade de prestação de assistência a vários feridos em um mesmo acidente e o tumulto habitualmente provocado pela presença de acompanhantes, familiares e autoridades.
No que diz respeito aos médicos, o atendimento aos politraumatizados provoca uma série de situações que se constituem em verdadeiros desafios, que exigem, da parte dos médicos, experiência, tranqüilidade, capacidade de decisão e percepção correta, a fim de avaliarem, de maneira global, situações clínicas extremamente complexas.
O índice de sobrevida e o grau de invalidez dos politraumatizados são determinados, em grande parte dos casos, principalmente, pela experiência, capacitação e poder de decisão da equipe médica.
Nos grandes traumatismos inexiste, pura e simplesmente, uma somação de traumatismos; mas na realidade, configura-se um complexo de lesões que se relacionam, se potencializam e se complicam mutuamente. Por outro lado, a multiplicação dos tipos de pessoas que sofrem traumatismos – crianças, jovens, velhos, gestantes, portadores de patologias prévias – aliada às eventuais situações no momento do acidente (etilismo, drogas etc.) colabora para o aparecimento de novas e peculiares situações a exigirem dos médicos soluções adequadas.
Evidencia-se portanto, que o problema dos politraumatizados esteja ligado a uma série de variáveis até aqui mencionadas, a saber: o aumento do número de acidentes, o primeiro atendimento e transporte por pessoal não especializado, as condições específicas da assistência hospitalar, as condições operacionais das equipes médicas e as características peculiares desse tipo de paciente.
As condições de atendimento aos politraumatizados colocam os médicos em uma posição singular: são eles, juntamente com os familiares e os sobreviventes dos acidentes, as reais testemunhas da extensão e da dramaticidade das situações geradas pelos grandes traumas.
Essa singularidade impõe à consciência médica o dever de denunciar as circunstâncias que propiciam o aparecimento, em número cada vez maior, de vidas sacrificadas e existências mutiladas.

(*) Dr. Levi Torres Madeira. Médico oftalmologista.
Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.