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A pupila é um orifício redondo,
dinâmico, localizado no centro da íris, medindo cerca de
2 a 4 mm de diâmetro e popularmente conhecida como menina do olho.
É através desta menina do olho que os raios luminosos penetram
na intimidade do globo ocular, atingem a retina e aí são
transformados em impulsos nervosos, os quais são transmitidos via
nervo óptico para o cérebro, onde se dá finalmente
o fenômeno da visão.
Nosso objetivo aqui, é alertar as pessoas para a importância
diagnóstica que pode ter a cor da pupila. Sua cor normal é
sempre negra (pois o globo ocular funciona como uma câmara escura).
Quando a pupila é esbranquiçada (leucocoria) alguma doença
deve ter aquele olho. A causa mais freqüente de pupila branca é
a catarata (opacidade de uma lente que temos dentro do olho chamada de
cristalino). A catarata pode ser facilmente corrigida com uma cirurgia
(facectomia).
Nas crianças, uma pupila branca, caracteriza uma urgência
oftalmológica, pois quanto mais cedo se faça o tratamento,
muito melhores serão os resultados. São muitas as doenças
oculares que podem levar a uma leucocoria, e aqui queremos enfocar com
especial atenção, o retinoblastoma, que é um tumor
altamente maligno (câncer) e acomete os olhos principalmente de
crianças na faixa etária de 1 a 3 anos. Pode ser uni ou
bilateral e um dos seus primeiros sinais é a leucocoria (pupila
branca) que pode ser observada por qualquer pessoa.
O retinoblastoma sendo diagnosticado numa fase inicial, e corretamente
tratado (laserterapia, cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia), até
a visão do olho acometido pode ser salva. Numa fase mais evoluída
nem o globo ocular é poupado, e nas fases bem avançadas
até a vida da criança não conseguimos salvar.
Concluindo, lembramos que a janela da visão (pupila) deve ser necessariamente
negra. Assim como está sendo os dias de uma grande maioria dos
brasileiros.
(*) Dr. Levi Torres Madeira. Médico oftalmologista
Membro titular do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
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